Zé Carlos Garcia

Zé Carlos Garcia sugere uma discussão com o corpo como peça central - seja animal, humano ou escultural - e a experiência como ação voluntária que altera a paisagem, passando por constante mudança morfológica, também através da adição de novos elementos. O simbolismo dos discursos de poder que marcam a construção da história da humanidade também está presente na pesquisa do artista que dedica-se a criar a partir de corpos existentes, às vezes mortos, estáticos, encontrados, naturais ou artificiais, para gerar objetos - seres - sob o signo da escultura. Peças e fragmentos de móveis antigos associados a penas, plumas de carnaval e crinas de cavalo são organizados para criar híbridos com poder estético e alegórico, assim como marcos de conquista e de narrativas territoriais, servem para construir um ideário de eternidade e a perda do poder como traço de ruína e efemeridade.

©Portas Vilaseca Galeria.