
A FGV Arte inaugura nesta quarta-feira, dia 6, a exposição Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, reunindo artistas de diferentes territórios latino-americanos em uma reflexão ampla sobre arte contemporânea a partir de cosmologias indígenas. Entre os destaques da mostra está a participação do artista guatemalteco Antonio Pichillá, no núcleo Tramas, com a obra “Abuela“.
Neste trabalho, Pichillá investiga a riqueza dos saberes têxteis dos povos maias, tradicionalmente desenvolvidos por mulheres e transmitidos entre gerações. Inspirado nas técnicas ancestrais de tecelagem, fios são organizados em múltiplas direções, combinando fibras como o maguey, enquanto tranças formadas nas franjas evocam os penteados das avós, símbolo de memória e continuidade cultural. A obra também aponta para a resistência das mulheres indígenas maias, que seguem preservando práticas tradicionais de vestuário como forma de identidade e afirmação cultural. Ao trazer esses elementos para o campo da arte contemporânea, Pichillá amplia o entendimento sobre materialidade, território e herança.
O núcleo Tramas, do qual o artista participa, estabelece diálogos com outros nomes relevantes da exposição, como Djanira, Daiara Tukano, representantes do povo Mehinako do Alto Xingu e Gustavo Caboco. Juntos, os trabalhos exploram o tecido como linguagem estética e política, conectando ancestralidade, identidade e modos de existência.
Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a exposição reúne pinturas, esculturas, objetos, instalações e produções audiovisuais, propondo uma leitura expandida da arte latino-americana. A mostra segue em cartaz até 20 de setembro, com entrada gratuita, na sede da FGV, em Botafogo, no Rio de Janeiro.
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